10/02/2013

La raya que me raya [Cortometraje por Isabel de Ocampo]

Bom dia, Portugal continental.

Sou uma criança que vi refletida num vídeo a fronteira que separa as suas filhas, Bragança e a Guarda, com as aldeias de Salamanca, onde nasceram os meus pais. Ainda não comprendo muito bem o que é um país, mas escrevo-te porque ao contrário que os meus colegas do vídeo, não desejo perder o contato com as suas terras mais próximas, as Arribas do Douro, e com a sua gente. Não leve ao sério a curta-metragem. A meninha protagonista estã maluca, não é? Como pode pedir a separação dos nossos países no início do vídeo só porque quer mar? Não lhe ensnharam a tomar banho nos rios? Alem disso, parece bipolar. A sua bipolaridade confirma-se quando depois disso diz «não bailo sozinha, bailo com as pedras, com os árvores, com os pássaros» da fronteira. Sim, pode ser muito bonito mas não suporto a petulância da frase seguinte: «o mundo baila comigo».




E já agora para acabar, adotarei eu mesmo a bipolaridade e converto-me num garoto de 20 anos para falar um pouco da montagem. É claro que a curta-metragem, além de refletir estereótipos (o futebol, a gastronomia, Merkel, etc.), é um estereótipo em sí. De alguma forma está na pior, no que respeita ao cinema. A mistura de tempos, de vozes e de piadas fáceis, deixa um barulho, um producto que, pesoalmente, não é mais que uma obra comercial um pouco naïf. Respeito a temas mais concretos prefiro não entrar: uma imagem vale mais que mil palavras:


PS: desculpa a inteligência de trás do título do filme.

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